História do Observatório



O Observatório de Psicologia e Políticas Públicas é mais uma expressão do Conselho Regional de Psicologia de São Paulo com a responsabilidade ética e técnica de orientação e regulamentação do exercício profissional.

A Psicologia nas Políticas Públicas é resultado histórico do movimento de luta por melhores condições de vida e pela democratização do país que culminaram na construção da constituição federal em 1988.

As Psicólogas e Psicólogos estiveram lado a lado das maiorias populares mediando processos de desenvolvimento comunitário, e de reivindicação por direitos sociais, ainda subsidiadas por praticas no bojo da Psicologia social comunitária.

Com a consolidação de políticas e sistemas de garantia de direitos a Psicologia foi convocada e também apresentou-se ás políticas publicas, demonstrando as potencias da ciência e da profissão, com compromisso social para o desenvolvimento humano e coletivo.

Foi então necessário uma maior relação com o Estado no sentido de oferecer as contribuições desta ciência e profissão à garantia de direitos sociais por meio das políticas públicas.

Destaca-se a experiência do Banco Social de Serviços em Psicologia, cujo objetivo era apresentar a Ministérios e Secretarias Estaduais as possíveis contribuições da Psicologia, ofertando projetos de intervenção em áreas nas quais não havia psicólogos atuando e/ou nas quais se colocava a necessidade de alguma intervenção urgente.

Surge, então, a ideia do Centro de Referência Técnica em Psicologia e Políticas Públicas, o CREPOP, apresentada no relatório do Banco Social de Serviços como uma possibilidade de continuação deste projeto, e definida como deliberação no V Congresso Nacional da Psicologia, em 2004. O CREPOP foi implementado em 2006, após sua aprovação na Assembleia de Políticas, da Administração e das Finanças (APAF) de dezembro de 2005. Tendo como principal objetivo sistematizar e difundir o conhecimento sobre a interface entre Psicologia e políticas públicas, através das Referências Técnicas é possível demonstrar a contribuição da Psicologia na elaboração e implementação de políticas públicas mais humanizadas a partir da compreensão da dimensão subjetiva dessas políticas. Desse modo, é possível promover a interlocução da Psicologia com espaços de formulação, gestão e execução de políticas públicas.

Esta breve contextualização histórica busca evidenciar o longo caminho percorrido até o cenário atual, em que 40% das psicólogas e psicólogos trabalham nas políticas públicas.  Essa ampliação pede novos recursos para a gestão e atuação no cotidiano. A complexidade do contexto paulista, onde estão quase um terço das/os psicólogas/os do país, convocou uma atenção especial deste Conselho à realidade das políticas públicas na região. É necessário conhecer quem são as psicólogas/os que nelas atuam, o que fazem e como fazem, para que tenhamos a possibilidade de ampliar e qualificar essa atuação.

O Observatório da Psicologia nas Políticas Públicas pretende mapear, caracterizar e subsidiar a atuação das/os psicólogas/os nas diferentes políticas públicas. Para isso, criou-se uma plataforma interativa, com a presença de mecanismos de pesquisas permanentes, possibilitando a identificação da atuação profissional, segundo os eixos Política setorial, Caracterização pessoal, Formação, Caracterização do Trabalho e Especificidades do trabalho. Contamos com documentos de referência oficiais publicados pelo Sistema Conselhos e com marcos legais sobre as políticas setoriais. Pretende-se ainda a constituição de um fórum de troca de experiências entre profissionais mediados pelo CRP SP.